Seminário de Ufologia Avançada

  1. Seminário de Ufologia Avançada no RIO DE JANEIRO

    Contatos Imediatos no Litoral do Rio de Janeiro
    A Realidade da Conexão Espiritual

    Dia 26 de Janeiro (domingo), das 15 às 19 Horas...

    CASA DE PADRE PIO

    (Rua Assunção, 297 - Botafogo - Rio de Janeiro - RJ)

    CONFERENCISTAS

    Arthur Sérgio Neto

    Consultor da revista UFO, pesquisador de campo, teve várias experiências com UFOs.

    “O Caso Ogliméia Mozard”

    Apresenta a impressionante experiência de contato mantida na cidade de Araruama (RJ), quando vários seres extraplanetários “invadiram” a casa da Sra. Ogliméia Mozard. O caso foi investigado também pelo ufólogo Marco Antonio Petit, com regressão de memória desenvolvida pela psicóloga Gilda Moura. Será apresentada inclusive a gravação (vídeo) realizada durante a hipnose. As investigações revelaram que Ogliméia vinha mantendo experiências com os UFOs desde a idade de 5 anos.

    Orlando de Souza Barbosa Jr.

    Consultor da revista UFO, biólogo marinho, autor do livro “Maias e Hopis – povos fugitivos de uma catástrofe cósmica”, etc.

    “Dos Extraterrestres À Extraespiritualidade”

    Apresenta um mergulho profundo na transcendência da presença alienígena e a verdadeira essência do espírito. Essa conferência, também inédita, e que estará sendo apresentada pela primeira vez na Casa de Padre Pio, provocará com certeza muitas reflexões (não pode ser apresentada no evento passado).

    * Participação especial do ufólogo e escritor MARCO ANTONIO PETIT, co-editor da revista UFO e autor de sete livros, que abordam diferentes aspectos da Ufologia, que apresentará o tema “UFOs e ETs no litoral do Estado do Rio de Janeiro”.

    * Evento ilustrado com farta documentação visual (fotos e filmes).

    Inscrições: (R$ 40,00) no local, no dia do evento a partir das 14:30 hm.

    Informações: marcoantoniopetit@gmail.com / (21) 9584-1014.

    http://marcoantoniopetit.blogspot.com/

    https://www.facebook.com/marco.petit.982

    https://www.facebook.com/marcoantoniopetitdecastro

    Apoio:

    Revista UFO (www.ufo.com.br)

    Casa de Padre Pio (http://www.padrepio.org.br/)

    Pilares de Hermes – Escola de Mistérios (pilaresdehermes@gmail.com).

    A ilustração é de autoria do artista plástico Lielzo Azabuja. Foi realizada inspirada em um caso de contato ocorrido na cidade de Valença (RJ).
    Ver mais
    Foto: Seminário de Ufologia Avançada no RIO DE JANEIRO  Contatos Imediatos no Litoral do Rio de Janeiro A Realidade da Conexão Espiritual  Dia 26 de Janeiro (domingo), das 15 às 19 Horas  CASA DE PADRE PIO  (Rua Assunção, 297 - Botafogo - Rio de Janeiro - RJ)  CONFERENCISTAS  Arthur Sérgio Neto  Consultor da revista UFO, pesquisador de campo, teve várias experiências com UFOs.  “O Caso Ogliméia Mozard”  Apresenta a impressionante experiência de contato mantida na cidade de Araruama (RJ), quando vários seres extraplanetários “invadiram” a casa da Sra. Ogliméia Mozard. O caso foi investigado também pelo ufólogo Marco Antonio Petit, com regressão de memória desenvolvida pela psicóloga Gilda Moura. Será apresentada inclusive a gravação (vídeo) realizada durante a hipnose. As investigações revelaram que Ogliméia vinha mantendo experiências com os UFOs desde a idade de 5 anos.  Orlando de Souza Barbosa Jr.  Consultor da revista UFO, biólogo marinho, autor do livro “Maias e Hopis – povos fugitivos de uma catástrofe cósmica”, etc.  “Dos Extraterrestres À Extraespiritualidade”  Apresenta um mergulho profundo na transcendência da presença alienígena e a verdadeira essência do espírito. Essa conferência, também inédita, e que estará sendo apresentada pela primeira vez na Casa de Padre Pio, provocará com certeza muitas reflexões (não pode ser apresentada no evento passado).  * Participação especial do ufólogo e escritor MARCO ANTONIO PETIT, co-editor da revista UFO e autor de sete livros, que abordam diferentes aspectos da Ufologia, que apresentará o tema “UFOs e ETs no litoral do Estado do Rio de Janeiro”.  * Evento ilustrado com farta documentação visual (fotos e filmes).  Inscrições: (R$ 40,00) no local, no dia do evento a partir das 14:30 hm.  Informações: marcoantoniopetit@gmail.com / (21) 9584-1014.  http://marcoantoniopetit.blogspot.com/  https://www.facebook.com/marco.petit.982  https://www.facebook.com/marcoantoniopetitdecastro  Apoio:  Revista UFO (www.ufo.com.br)  Casa de Padre Pio (http://www.padrepio.org.br/)  Pilares de Hermes – Escola de Mistérios (pilaresdehermes@gmail.com).  A ilustração é de autoria do artista plástico Lielzo Azabuja. Foi realizada inspirada em um caso de contato ocorrido na cidade de Valença (RJ).

Mensagem da Presidencia

A querida família da Casa de Padre Pio,

Desejo uma Feliz Páscoa a todos voces companheiros de
jornada e suas respectivas famílias. Que possamos estar cada vez mais unidos de coração no amor, na fé , na alegria de viver e na caridade.

Em anexo repasso para voces uma mensagem simples e profunda que recebi de uma amiga para refletirmos !

Muita PAZ, LUZ e HARMONIA hoje e sempre!

Qua Padre Pio se sua amorosa falange continuem nos abençoando, nos amparando e inspirando.

Abraços
fraternos, Lucia Pires

Curas Espirituais

A MATRIZ VIVA -- A NOVA CIÊNCIA DA CURA

Cura Energética ~Gregg Braden

Assitam a este vídeo legendado que nos foi apresentado em Mendes por Luiz Augusto. Comprova cientificamente o que sempre ouvimos pelos mentores espirituais.....

Atividades da Casa de Padre Pio

Calendário 2013 Vs Abril

1 de mar de 2010

MERECIMENTO - EVOLUÇÃO

de Carlos Torres Pastorino

Temos verificado muita confusão em torno dessas realidades. Definamos:

Merecimento: é uma obra que praticamos e que provocará um carma positivo; é uma causa boa a produzir um efeito bom; é a plantação de uma semente da qual amanhã colheremos frutos sazonados e abundantes.

Evolução: é o aprimoramento próprio interno, que nos faz sintonizar com a divindade, mergulhando- nos como a gota no oceano.

Acreditam muitos que fazendo obras de caridade, evitando pecados, dando esmolas, estudando livros, interpretando Sagradas Escrituras, distribuindo benefícios, cuidando dos pobres, recebendo espíritos sofredores, conversando com espíritos evoluídos, escrevendo obras esclarecedoras, educando crianças, assistindo velhos, enfim, numa palavra servindo ao próximo, acreditam que estão evoluindo.

Entretanto, evolução não é absolutamente acúmulo de ações nem acréscimo externos (como faz o pedreiro que, empilhando tijolos, unindo-os com argamassa, faz um muro). Essa é uma idéia essencialmente mecânica da evolução. Embora tudo isso ajude a preparar-nos para evoluir, não constitui de modo algum a evolução em si nem mesmo faz evoluir.

Tudo isso trará merecimento: resgatará dívidas do passado, aplainará o caminho do amanhã, conquistará valiosas amizades espirituais e gratidão dos semelhantes, adquirirá "bônus-hora" na permanência no plano astral, preparará encarnações futuras sem grandes lances doloroso, etc. Mas em si, nenhuma, ação traz evolução, porque evolução é vivência.

Evolução é a expansão de nosso eu profundo para uma dimensão mais elevada. E isso só pode obter-se com o despertar das qualidades inatas, com a atualização das potencialidades latentes, tal uma semente que se desenvolve paulatinamente de dentro para fora até constituir-se em árvore, com suas folhas, flores, frutos e sementes de novas árvores.

No entanto, a semente só pode evoluir se encontrar condições ambientes que ajudem. Se ficar guardada num recipiente ou exposta à admiração de todos, sua evolução fica detida, paralisadas quando for enterrada na umidade de uma cova, pisada pelo peso da terra, nas trevas de um abismo se deteriorar, e for rasgada e consumida pela força interna que a faz explodir, então, sim, poderá evoluir: "se o grão de trigo, caindo na terra, não morrer, fica só; mas se morrer dá muitos frutos". (Jô, 12:24).

Também não devemos confundir evolução com transformismo, isto é, com mudanças de formas, não é atitude externa de um criminoso que o faz tornar-se santo só porque parou de cometer crimes e passou a servir o próximo. Se, por dentro, sua natureza permanece a mesma, com todos os seus impulsos ao erro, o domínio que exerce sobre eles e a contenção "externa" vigorosa o levarão à vaidade de haver vencido, mas isso não é evoluir: só haverá evolução quando não mais sentir impulsos internos ao erro.

O serviço externo tem apenas as serventias de resgatar débitos e de ajudar realmente, proporcionando ao Espírito um veículo cada vez mais capaz de expressá-lo em sua plenitude.

Desçamos a um exemplo prático. Um homem, "A", quer evoluir. Une-se a um grupo, visita enfermos, estuda e pratica a mediunidade, exige de si mesmo sacrifícios de suas comodidades, mas... no lar, há "alguém" com quem não sintoniza. Para "A", surge então uma "pedra de tropeço" porque se sente magoado quando dele diverge ou quando é tratado sem as "considerações" a que tem direito por, sua posição sua idade, etc. Em vista disso, vive descontente e irritado. Esse comportamento demonstra que "A" não compreendeu o que é evoluir, e apenas age impulsionado pela personalidade vaidosa.

Na realidade, as "obras" que tenha feito e venha fazendo, serviram apenas para aumentar a vaidade. Tanto que ao alegar suas boas obras, (e jamais deixa de fazê-lo), exprime com isso o "direito" que julga ter adquirido: vaidade exagerada. Se de fato "A" soubesse o que era evoluir, saberia não ter direito algum ("onde começa o direito, acaba o amor", escreveu Pietro Ubaldi). E, portanto por mais humilhado e pisado que fosse, não só não protestaria como nem sequer se sentiria magoado: intimamente ele sabe que merece muito mais humilhações e delas necessita para evoluir.

Se tivera o sentido da evolução, não faria julgamento de personalidades, mas em cada criatura veria a ação divina a manifestar-se. Olharia seu parente como uma individualidade que se estaria apurando através de uma personalidade sujeita a defeitos, e então procuraria ajudá-lo. Não é a personalidade que determina a superioridade espiritual das criaturas.

E se de fato encontramos esses óbices, temos dois caminhos: ou aceitá-los humildemente, embora soframos - e então evoluiremos, porque para isso são eles colocados em nosso caminho; ou nos rebelamos e nos afastamos - e então comprovamos que não somos sinceros ao dizer que desejamos evoluir: a afirmação desse desejo é mais uma faceta da vaidade, com que nos enganamos a nós mesmos. Todavia, pode perfeitamente ser ainda não saibamos o que é evolução.

A suscetibilidade (muitas vezes apelidada de "sensibilidade") é a exteriorização da vaidade. Quem deseja evoluir de fato corta sua sensibilidade: nega a própria personalidade totalmente, e aceita as humilhações como grande auxílio para completar a negação de si mesmo. E acaba julgando-as realmente merecidas, chegando enfim a considerá-las instrumentos maravilhosos de evolução, passando então a não sofrer mais com elas.

Nesse ponto, começa a evoluir.

A evolução não virá por meio de ações (por mais meritórias e sacrificiais) que queiramos fazer virá, apenas, quando formos obrigados a fazer e aceitar o que nos for imposto pelas circunstâncias externas.

Não somos nós (Personalidades) que dirigimos nossa evolução: é o Cristo Interno que escolhe para nós o de que mais necessitamos para evoluir. Rebelar-se contra o que vem sobre nós contra a nossa vontade, é revelar que não estamos maduros, que preferimos agradar mais à personalidade vaidosa, a obedecer à vontade divina que nos colocou nessa situação para romper nosso orgulho (como a terra rompe a casca da semente), para quebrar nosso convencimento (como o peso quebra o amargo da semente) para arrastar nosso amor próprio (como a umidade a semente), até que "morramos" em nossa personalidade: "quem ama sua vida, perdê-la-á; mas quem aborrece sua vida neste mundo (personalidade) convertê-la-á para a vida imante" (João, 12:24).

O que vale (já o sintetizou Huberto Rohden) não é o que sabemos, nem o que dizemos, nem o que fazemos, mas sim o que somos. Porque evolução é vivência. Podemos saber tudo, dizer coisas belíssimas, fazer as maiores obras de caridade, desprendimento e sacrifício: se não formos humildes e não amarmos o próximo, perdoando-lhe todos os defeitos sem magoar-nos com eles, mas amando-os cada vez mais e melhor , jamais iniciaremos a estrada da evolução.

Por isso, Paulo escreveu: "Se eu falar as línguas dos homens e dos anjos, e não tiver amor, serei como o bronze que soa ou como o címbalo que retine. Se tiver o dom da profecia (mediunidade) e souber todos os mistérios e todas as ciências; e se tiver fé a ponto de remover montanhas e não tiver amor, nada sou. Se distribuir todos os meus bens em sustento dos pobres e se entregar meu corpo para ser queimado vivo, se não tiver amor, nada me aproveita. O amor é longânime, é benigno. O amor não é invejoso (ciumento), não se vangloria, não se envaidece, não poria inconvenientemente, não busca os próprios interesses, não se irrita, não suspeita mal, não se regozija com a injustiça, mas com a verdade: tudo suporta, tudo crê, tudo espera, tudo sofre"

A CORRENTE NAS PRÁTICAS ESPÍRITAS

“Ofereçamos, assim, aos Espíritos invisíveis que tem tarefa a cumprir em nosso meio, uma corrente perfeita, e tudo o que for justo se poderá esperar como resultado.”

Chama-se “corrente” ao conjunto de forças magnéticas que se forma em dado local, quando indivíduos de pensamentos e objetivos idênticos se reúnem e vibram em comum, visando a sua realização.

Nessa corrente, além da conjugação de forças mentais, estabelece-se o contato entre as auras, casam-se os fluidos, harmonizam-se as vibrações individuais, ligam-se entre si os elementos psíquicos e forma-se uma estrutura espiritual da qual cada componente é um elo, mas elo vivo, vibrante, operante, integralizador do conjunto.

Um pensamento ou sentimento discordante individual afeta toda a estrutura, dissocia-se, desagrega-a e prejudica o trabalho, assim como elo quebrado de uma corrente a torna fraca ou imprestável.

Nas práticas espíritas bem organizadas, a essa corrente assim estabelecida no plano material, sobrepõe-se uma outra, formada no plano invisível pelas entidades que, nesse plano, colaboram ou dirigem o trabalho. E assim, as forças dos dois planos se conjugam, formando então, momentaneamente, uma estrutura maior, mais resistente, melhor organizada, que representa de fato um poderoso e dinâmico conjunto e força espiritual. Desse conjunto se beneficiam então todos os presentes encarnados e desencarnados e inúmeras realizações do campo espiritual se tornam possíveis, porque dessa forma se possibilita em franca expansão, a manifestação de entidades superiores do plano invisível.

A formação de uma boa corrente magnética é, pois, a condição primária para a realização de todo e qualquer bom trabalho espiritual, qualquer que seja o objetivo da reunião.

A marca, a característica de uma corrente perfeita é a serenidade, a calma, a harmonia, a beatitude do ambiente que então se forma; o bem estar que todos sentem e a qualidade dos benefícios espirituais que todos recebem.

Ambiente agitado, tulmutuoso, é sinônimo de corrente imperfeita, mutilada, não harmonizada nos dois planos e em corrente dessa espécie não pode haver manifestação de Espíritos de hierarquia elevada, e nada de bom podemos dela receber.

O problema é, pois, formar, antes de mais nada, uma boa corrente neste plano e estabelecer sua conexão com os operadores do plano invisível.

Para a adaptação psíquica, basta que freqüentador e médium se ponham assiduamente em contato com uma corrente desta natureza, participando das concentrações e preces em comum, para que receba, desde os primeiros passos, os benéficos efeitos desse poderoso elemento de purificação e harmonização espiritual.

Para encerrar segue a seguinte advertência: assim como uma boa corrente se articula no invisível com bons elementos, uma corrente má se articula de igual modo com elementos inferiores, que só trazem malefícios.
Daí a vantagem de uma e o perigo de outra.

6 de jan de 2010

PINEAL, A MORADA DA ALMA?

O físico Erwin Schrödinger, no epílogo do seu livro "O Que é a Vida?", fez uma inferência interessante, a partir de um postulado simples: "EU sou a pessoa - se é que existe alguma - que controla o movimento dos átomos, de acordo com as Leis da Natureza." Sim, porque você não é a soma de seus átomos (em apenas um ano 98% de seus átomos são trocados por outros!) e, assim, também não pode ser seu cérebro. Acreditava-se também que o cérebro funcionasse como a CPU (processador) dos computadores, de forma rígida e mecanicista, mas ele também é inteligente, no sentido de procurar rotas neuronais alternativas para cumprir a função que ficou prejudicada, e novos neurônios estão nascendo o tempo todo, ao contrário do que acreditavam os cientistas até alguns anos atrás. Aliás, sobre esse assunto, quando o escritor espiritual (e ex-médico) André Luiz nos fala da estreita relação existente entre os neurônios e o perispírito no livro "Evolução em dois mundos" cap. IX, ele escreve algo que pode ser interpretado dubiamente: "Os neurônios nascem e se renovam, milhões de vezes, no plano físico e no plano extrafísico, na estruturação de cérebros experimentais, com mais vivos e mais amplos ingredientes do corpo espiritual, quando em função nos tecidos físicos, até que se ergam em unidades morfológicas definitivas do sistema nervoso". Estaria ele falando da gênese de um sistema nervoso definitivo, ou da contínua evolução de suas unidades no decorrer da vida? Gostaria que estudiosos desse de André Luiz colaborassem nesse tópico.
Ainda assim, nós não somos nossos neurônios. Então, o que somos? Onde está nossa alma? O filósofo René Descartes defendia a tese de ela estaria na glândula pineal, e explica:
"A razão que me leva a crer seja essa glândula a sede da alma é não encontrar, em todo o cérebro, nenhuma outra parte que não seja dupla. Ora, não vendo senão uma única cousa com os dois olhos, não ouvindo senão um mesmo som com os dois ouvidos, e, enfim, não tendo nunca senão um pensamento ao mesmo tempo, é absolutamente necessário que as impressões, que nos chegam através dos olhos, dos ouvidos, etc., se unam em alguma parte do corpo para serem aí consideradas pela alma. (...) Ora, não podemos encontrar nenhuma outra nestas condições, em toda a cabeça, senão a glândula pineal, que se acha, além do mais na situação mais adequada para esse fim, isto é, no meio, entre todas as concavidades, sustentada e cercada por pequenas ramificações das carótidas, que trazem os espíritos ao cérebro."
Alma na pineal? Já imaginou o toda a essência humana contida numa glândula do tamanho de um feijão? Passemos adiante, ainda no campo da filosofia, desta vez espírita, na questão 146 de O Livro dos Espíritos:
"A alma tem, no corpo, uma sede determinada e circunscrita?
— Não. Mas ela se situa mais particularmente na cabeça, entre os grandes gênios e todos aqueles que usam bastante o pensamento e no coração dos que sentem bastante, dedicando todas as suas ações à Humanidade."
Ou seja, até possui uma área de influência maior no corpo em certas áreas de interesse do espírito. Mas daí a se situar no corpo vai longe...
Só que a pineal teima em aparecer em outras culturas, com grande importância: Na filosofia hindu, o sexto chakra, Ajna, está localizado um pouco acima dos olhos, entre as sobrancelhas (ponto conhecido como bhrumadhya). É simbolizado por um olho - o tão falado "terceiro olho" - que seria o olho da mente. Quando este chakra é estimulado e desenvolvido, ou seja, quando o olho é "aberto" através de mantras e meditações, é revelada uma nova dimensão da realidade para o praticante. Estudiosos ocidentais encararam isso como uma metáfora poética e nada mais.
Até que, em meados do século 19, quando o território da Austrália começou a ser explorado, um réptil nativo chamou a atenção dos pesquisadores, o Tuatara (Sphenodon punctatum). Este animal tem, em adição aos seus dois olhos, um terceiro encrustrado no crânio, revelado apenas por um pequeno orifício coberto por uma membrana, possui uma retina e uma conexão nervosa com a pineal, mas cientistas disseram que não possui funcionalidade, já que não possui conexão com o cérebro. A presença desse terceiro olho é um desafio para os cientistas, já que quase todos os vertebrados possuem uma estrutura homóloga no centro do crânio, seja répteis, peixes, pássaros e mamíferos. Essa estrutura é conhecida como a glândula pineal.
Essa glândula está situada no cérebro, entre os dois hemisférios. No embrião, a pineal começa a se formar como um verdadeiro olho, e depois é que degenera! Já está demonstrado que a glândula é sensível a luz, por conter fotorreceptores iguais aos presentes na retina dos olhos. Ela é um órgão cronobiológico, um relógio interno que capta as radiações do Sol e da Lua e dá ao organismo a referência de horário. Baseado nisso, ela produz o hormônio melatonina, que regula os instintos de acordar e dormir. Também produz naturalmente traços do químico dimetiltriptamina (ou DMT), que é alucinógeno (encontrado no chá Ayahuasca).
E qual a relação da pineal com o chakra Ajna? É que, na tradição da Yoga, o Ajna origina-se a partir da glândula pineal, muito embora a Teosofia, através do livro Os Chakras, de Leadbeater, fale que na maioria dos indivíduos o vórtice dos Chakras Coronário e Ajna convergem para a glândula pituitária, mas em alguns casos (médiuns? sensitivos?) o Coronário se inclina até a pineal, como mostra o desenho ao lado, mas não o Ajna. Confusão estabelecida, consultei Lázaro, da lista Voadores, e obtive a resposta: "a relação dos chakras com glândulas é, segundo conhecimentos mais recentes, e médicos espiritualistas de alto discernimento, uma relação simbólica, por equivalência de funcionalidade. E ainda assim indireta, uma vez que os chakras se ligariam aos plexos, e estes sim às glândulas endócrinas". Então, ao meu ver, parece ser uma questão de discutir o sexo dos anjos, já que a coisa toda é metafísica, energética, e não física. Seja como for, pra explicar de uma forma didática e prática, o Ajna atua sobre a glândula HIPÓFISE (pituitária, embaixo), enquanto o Coronário atua sobre a glândula EPÍFISE (pineal, em cima).
Ainda assim, não se pode negar uma clara relação do chakra Ajna com a pineal, como pudemos observar no caso de Hira Ratan Manek, que não se alimenta há mais de 7 anos e obtém energia através da estimulação da pineal com raios solares, através da retina, mas que também sugere para se abastecer de energia apenas o uso do terceiro olho (Ajna).
Na Yoga, os nadis Ida e Pingala se encontram no centro da testa, que é a morada da alma (Atman). Para representar a importância deste ponto, os hindus usam o Tilaka, um símbolo que pode ter diferentes formas e significados. Os Vaishnavites (seguidores de Vishnu) usam uma marca em forma de U neste ponto, chamada de Urdhva-pundra, já os seguidores de Shiva usam o Shaivite Tripundra tilak, composto por três linhas horizontais, símbolo este que até mesmo o Papa João Paulo II se permitiu receber em sua testa. Já as mulheres casadas usam o Bindi, uma pintura em forma de ponto, que tem um sentido espiritual, tradicional e também decorativo. Hoje em dia já virou moda, e é usado por mulheres casadas ou não, geralmente como um pingente auto-adesivo.
Na Seicho-no-ie diz-se que o terceiro olho é o centro da divina compreensão e divina imaginação, e que, quando em perfeita atividade, permite a visão de planos superiores (a chamada clarividência) e o acesso de acontecimentos do presente/passado/futuro. Dá acesso também ao que denominamos de intuição, percepção e ainda à temperança, à abstinência, à dignidade, à veneração, a sentimentos delicados, à inteligência e ao discernimento.
Os Taoístas dizem que depois que a criança sai do útero, o espírito primal começa a residir justamente no terceiro olho, "Olho Celestial"!
Já a medicina chinesa não considera o cérebro a sede da alma e do espírito, e sim cada célula do corpo, assim como o campo magnético do organismo. O órgão Yin do Fogo, o Coração, é considerado o centro da consciência, do sentir e do pensar. No coração manda Shin, o espírito do Fogo. O ideograma chinês Shin pode ser traduzido como "espírito", "alma", "Deus", "divino" e "eficácia". Quando dizemos que alguém tem "espírito", refletimos o significado desse ideograma. Shin tem duas residências: A residência de baixo é o coração, a partir de onde se encarrega de equilibrar os sentimentos e de favorecer uma maneira de falar sincera. Sua residência de cima é o terceiro olho, ou o chacra da frente, onde cria clareza de pensamentos e consciência no modo de viver. Quando essas faculdades são encontradas numa pessoa, seu Shin está cheio de força e saúde. Isso se vê no brilho e na luz de seus olhos.
Uma fantástica semelhança com o que está na Codificação Espírita...
Tais coincidências não passaram desapercebidas aos cientistas. Obras de André Luiz, em especial o livro Missionários da Luz, escrito em 1945, atraem a curiosidade dos estudiosos por conter descrições detalhadas da maquinaria humana interagindo com o mundo espiritual. No capítulo 1 do livro psicografado por Chico Xavier vemos que a pineal é claramente citada como o centro da mediunidade:
"- Observe. Estamos diante de um médium de psicografia comum. Antes do trabalho a que se submete, nossos auxiliares já prepararam seus potenciais para que não tenha a saúde física perturbada. O trabalho de transmissão da mensagem não será simplesmente 'tomar a mão'. Há outros processos complexos envolvidos.
E, diante de minha profunda curiosidade científica, Alexandre aplicou-me suas energias magnéticas e passei a ver, no corpo do médium, um grande laboratório de forças vibratórias. Meu poder de visão era superior ao dos raios X. As glândulas do rapaz transformaram-se em pontos luminosos, como pequenas usinas elétricas, mas preferi me deter para observar melhor o cérebro, em particular. Os condutores da medula pareciam um pavio longo, carregando a luz mental, como chama de uma vela enorme. Os centros metabólicos me surpreendiam. O cérebro apresentava brilho em seus desenhos. Os lobos cerebrais pareciam correntes dinâmicas. As células corticais e as fibras nervosas, com suas ramificações finíssimas, formavam delicado conjunto de condutores das energias mais profundas e desconhecidas. Nesse processo, sob a luz mental sem definição, a pineal emitia raios azulados e intensos.
- Percebeu o mecanismo? - perguntou Alexandre, interrompendo meu deslumbramento. - Transmitir mensagens de um plano para outro, no serviço de orientação humana - continuou - exige esforço, boa vontade, cooperação e propósito justo. É claro que o treinamento e a colaboração espontânea do médium facilitam o trabalho, mas, seja como for, o processo não é automático. Requer muito conhecimento, oportunidade e consciência.
- (...)Estamos observando as particularidades do perispírito. Você pode perceber agora que todo corpo glandular é uma central elétrica. No exercício de qualquer tipo de mediunidade a pineal desempenha o papel mais importante. É no equilíbrio de suas forças que a mente humana intensifica o poder de emissão e recepção de raios característicos do nosso plano. E é nela que encontramos o novo sentido dos homens, embora ainda adormecida na maioria deles.
Percebi que, de fato, a glândula pineal do médium emitia luz cada vez mais intensa."
Há ainda um outro trecho mais longo onde André Luiz se detém especificamente na Pineal. Poderíamos então deduzir que a pineal seria a porta de entrada do espírito? Afinal, se ela se conecta a um espírito (que não o nosso) pra permitir a incorporação, por que não é também o canal de comunicação do nosso próprio espírito com o corpo, que (agora sabemos) não é mais do que um veículo emprestado pela Mãe Terra? A resposta pode ser afirmativa, se encararmos a pineal como uma antena, e os outros sistemas do cérebro como o receptor responsável pela interpretação dos sinais. Vejamos o cap. X do livro "Mecanismos da Mediunidade", do mesmo autor: "...A corrente mental (...) vibra, ainda (...) no conjunto talâmico e hipotalâmico, em que se mecanizam os reflexos do Espírito". Fantástica definição.
Seria a mediunidade, de fato, um atributo biológico e não um conceito religioso, como postulou Allan Kardec? Foi pra responder a essa pergunta que o psiquiatra e mestre em Ciências pela Universidade de São Paulo, dr. Sérgio Felipe de Oliveira, diretor-clínico do Instituto Pineal Mind e diretor-presidente da AMESP (Associação Médico-Espírita de São Paulo), voltou seu interesse ao estudo da pineal e sua relação com a mediunidade. Vejamos agora trechos da entrevista publicada pela Revista Espiritismo & Ciência, volume 3:
Quando surgiu seu interesse no aprofundamento do estudo da pineal?
Foi por volta de 1979/80, quando eu estava estudando a obra de André Luiz, psicografada por Chico Xavier. Em Missionários da Luz, a pineal é claramente citada. Nesta mesma época, eu já pleiteava o curso de Medicina. No colégio, estudando Filosofia, fiquei impressionado com a obra de Descartes, que dizia que a alma se ligava ao corpo pela pineal. Quando entrei na faculdade, corri atrás destas questões, do espiritual, da alma e de como isso se integra ao corpo.
A glândula pineal seria resquício de algum órgão que está se atrofiando, ou estaria ligada a uma capacidade psíquica a ser desenvolvida?
Eu acredito que a pineal evoluiu de um órgão fotorreceptor para um órgão neuroendócrino. A pineal não explica integralmente o fenômeno mediúnico, como simplesmente os olhos não explicam a visão. Você pode ter os olhos perfeitos, mas não ter a área cerebral que interprete aquela imagem. É como um computador: você pode ter todos os programas em ordem, mas se a tela não funciona, você não vê nada. A pineal, no que diz respeito à mediunidade, capta o campo eletromagnético, impregnado de informações, como se fosse um telefone celular. Mas tudo isso tem que ser interpretado em áreas cerebrais, como por exemplo, o córtex frontal. Um papagaio tem a pineal, mas não vai receber um espírito, porque ele não tem uma área no cérebro que lhe permita fazer um julgamento. A mediunidade está ligada a uma questão de senso-percepção. Então, a ela não basta a existência da glândula pineal, mas sim, todo o cone que vai até o córtex frontal, que é onde você faz a crítica daquilo que absorve. A mediunidade é uma função de senso (captar)-percepção (faz a crítica do que está acontecendo). Então, a mediunidade é uma função humana.
A pineal converte ondas eletromagnéticas em estímulos neuroquímicos? Isso é comprovado cientificamente?
Sim, isso é comprovado. Quem provou isso foram os cientistas Vollrath e Semm, que têm artigos publicados na revista científica Nature, de 1988.
A parapsicologia diz que estes campos eletromagnéticos podem afetar a mente humana. O dr. Michael Persinger, da Laurentian University, no Canadá, fez experiências com um capacete que emite ondas eletromagnéticas nos lobos temporais. As pessoas submetidas a essas experiências teriam tido "visões" e sentiram presenças espirituais. O dr. Persinger atribui esses fenômenos à influência dessas ondas eletromagnéticas. O que o senhor teria a dizer sobre isso?
Veja, o espiritual age pelo campo eletromagnético. Então, dizer que este campo interfere no cérebro não contraria a hipótese de uma influência espiritual. Porque, se há uma interferência espiritual, esta se dá justamente pelo campo eletromagnético. Quando se fala do espiritual, em Deus, a interferência acontece na natureza pelas leis da própria natureza. Se o campo magnético interfere no cérebro, a espiritualidade interfere no cérebro PELO campo magnético. Uma coisa não anula a outra. Pelo contrário, complementam-se.
A mediunidade seria atributo biológico e não um conceito religioso? Existe uma controvérsia no meio científico a esse respeito?
A mediunidade é um atributo biológico, acredito, que acontece pelo funcionamento da pineal, que capta o campo eletromagnético, através do qual a espiritualidade interfere. Não só no espiritismo, mas em qualquer expressão de religiosidade, ativa-se a mediunidade, que é uma ligação com o mundo espiritual. Um hindu, um católico, um judeu ou um protestante que estiver fazendo uma prece, está ativando sua capacidade de sintonizar com um plano espiritual. Isso é o que se chama mediunidade, que é intermediar. Então, isso não é uma bandeira religiosa, mas uma função natural, existente em todas as religiões. E isso deve acontecer através do campo magnético, sem dúvida. Se a espiritualidade interfere, é pelo campo eletromagnético, que depois é convertido, pela pineal, em estímulos eletroneuroquímicos. Não existe controvérsia entre ciência e espiritualidade, porque a ciência não nega a vida após a morte. Não nega a mediunidade. Não nega a existência do espírito. Também não há uma prova final de que tudo isto existe. Não existe oposição entre o espiritual e o científico. Você pode abordar o espiritual com metodologia científica, e o espiritismo sempre vai optar pela ciência. Essa é uma condição precípua do pensamento espírita. Os cientistas materialistas que disserem "esta é minha opinião pessoal", estarão sendo coerentes. Mas se disserem que a opção materialista é a opinião da ciência, estarão subvertendo aquilo que é a ciência. A American Medical Association, do Ministério da Saúde dos EUA, possui vários trabalhos publicados sobre mediunidade e a glândula pineal. O Hospital das Clínicas sempre teve tradição de pesquisas na área da espiritualidade e espiritismo. Isso não é muito divulgado pela imprensa, mas existe um grupo de psiquiatras lá defendendo teses sobre isso.
Como são feitas as experiências em laboratório?
Existem dois tipos: um, que é a experiência de pesquisa das estruturas do cérebro, responsáveis pela integração espírito/corpo; e outra, que é a pesquisa clínica, das pessoas em transe mediúnico. São testes de hormônios, eletroencefalogramas, tomografias, ressonância magnética, mapeamento cerebral, entre outros. A coleta de hormônios, por exemplo, pode ser feita enquanto o paciente está em estado de transe. E os resultados apresentam alterações significativas.
As alterações em exames de tomografia, por exemplo, são exclusivas ou condizentes com outras patologias? O senhor descarta a hipótese de uma crise convulsiva?
Isso é bem claro: a suspeita de uma interferência espiritual surge quando a alteração nos exames não justifica a dimensão ou a proporção dos sintomas. Por exemplo: o indivíduo tem uma crise convulsiva fortíssima, é feito o eletroencefalograma e aparece uma lesão pequena. Não há, então, uma coerência entre o que está acontecendo e o que o exame está mostrando.. A reação não é proporcional à causa. A mediunidade mexe com o sistema nervoso autônomo – descarga de adrenalina, aceleração do ritmo cardíaco, aumento da pressão arterial.
É verdade que a pineal se calcifica com a meia-idade? E essa calcificação prejudica a mediunidade?
Não, a pineal não se calcifica; ela forma cristais de apatita, e isso independe da idade. Estes cristais têm a ver com o perfil da função da glândula. Uma criança pode ter estes cristais na pineal em grande quantidade enquanto um adulto pode não ter nada. Percebemos, pelas pesquisas, que quando um adulto tem muito destes cristais na pineal, ele tem mais facilidade de seqüestrar o campo eletromagnético. Quando a pessoa tem muito desses cristais e sequestra esse campo magnético, esse campo chega num cristal e ele é repelido e rebatido pelos outros cristais, e este indivíduo então apresenta mais facilidade no fenômeno da incorporação. Ele incorpora o campo com as informações do universo mental de outrem. É possível visualizar estes cristais na tomografia. Observamos que quando o paciente tem muita facilidade de desdobramento, ele não apresenta estes cristais.
As crianças teriam mais sensibilidade mediúnica?
A mediunidade na criança é diferente da de um adulto. É uma mediunidade anímica, é de saída. Ela sai do corpo e entra em contato com o mundo espiritual.
A pineal pode ser estimulada com a entoação de mantras, como pregam os místicos?
A glândula está localizada em uma área cheia de líquido. Talvez o som desses mantras faça vibrar o líquido, provocando alguma reação na glândula. Os cristais também recebem influências de vibração. Deve vibrar o líquor, a glândula, alterando o metabolismo. Teria lógica.
Fale um pouco sobre seu trabalho à frente da AMESP e do Instituto Pineal Mind.
A AMESP é uma associação de utilidade pública que reúne médicos dedicados ao estudo da relação entre a medicina e a espiritualidade. O Pineal Mind é minha clínica, um instituto de saúde mental, onde fazemos pesquisas e atendemos psicoses, síndromes cerebrovasculares, ansiedades, depressão, psicoses infantis, uso de drogas e álcool. Temos um setor de psiconcologia (psicologia aplicada ao câncer) e estudamos também os aspectos psicossomáticos ligados à cardiologia, etc. Agora, particularmente nas pesquisas comportamentais, eu estudo os estados de transe e a mediunidade. Mas não pesquiso só a glândula pineal; ela é o que eu pesquiso no cérebro, interessado em entender a relação entre corpo e espírito.
O que é psicobiofísica?
É a ciência que integra a psicologia, a física e a biologia. Na biologia, estudamos o lobo frontal, responsável pela crítica da razão; mas o cérebro funciona eletricamente – aí entra a física, que serve de substrato para o pensamento crítico, que é o psicológico.
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Neste link há um acervo de vídeos do MEDINESP, o Congresso médico-espírita de São Paulo. Dentre eles recomendo a palestra "Glândula Pineal: Luz, Tempo e Comunicação", do dr. Sérgio Felipe que, além de tudo, é um ótimo palestrante. Há também uma entrevista dele ao programa Comando da Madrugada, onde ele acopla um médium a um eletroencefalograma, e então acompanha os padrões cerebrais dele antes e depois de incorporado. Obviamente os padrões se alteram, coisa que não dá pra "fingir". Já fizeram a mesma análise com Chico Xavier uma vez. A reportagem de uma revista nacional conseguiu fotocópia de um eletroencefalograma de Chico Xavier e submeteu-o ao exame de psiquiatras paulistanos, que chegaram a conclusão de que o médium é epilético. Só que o eletro fazia parte das pesquisas do próprio médico de Chico, o dr. Elias Barbosa, professor da Faculdade de Medicina de Uberaba, interessado em pesquisas sobre o transe mediúnico. O gráfico examinado e publicado referia-se apenas a um momento de pesquisas, justamente o que ele estava em transe mediúnico. Já os gráficos feitos com Chico em estado normal não acusavam alterações significativas das ondas cerebrais, ou seja, quando Chico entra (voluntariamente, diga-se) em transe mediúnico, o eletrencefalograma registra picos que se assemelham à epilepsia. Só que a epilepsia não é uma doença, e sim um sintoma. O que ali se verificava era um indício positivo daquilo que o professor Ernesto Bozzano considerava "a ação de uma mente não-encarnada sobre a mente encarnada do médium". Resumir o fenômeno a uma patologia é o equivalente a um parecer médico que diz apenas que "o paciente sofre de febre", quando a febre é apenas o resultado da luta do corpo contra uma ameaça, que pode ser virótica, bacteriana, ou outra coisa qualquer. O dr. Elias nos esclarece ainda que não há explicação definitiva para a causa das descargas de alta freqüência nos focos críticos de um paciente epilético típico, ou seja, não sabemos realmente o que causa a epilepsia, que pode até mesmo ter origem na mediunidade descontrolada!

Referência: Da Glândula Pineal à Sensibilidade Espiritual (II);
Ajna chakra 3rd eye (artigo interessante sobre a pineal, em inglês);
Blog espiritualizado (vários trechos dos livros de André Luiz sobre os mecanismos da mediunidade);
Face a face com Chico Xavier;
Osho: O momento atômico

EVENTOS NA CASA DE PADRE PIO

UM CURSO EM MILAGRES, com Gary Renard, afamado autor dos "best-sellers", em 17 países, "The disappearance of the Universe" e "Your immortal Reality".

O evento terá lugar no Rio de Janeiro, dia 11 de dezembro de 2010, sábado, com duração das 11 hs. às 18 hs. (Ingressos limitados)

Todas as informações sobre o evento, estão no site
http://www.garyrenardnorio.com.br/









Guerreiros da Paz

PEQUENAS CRÔNICAS DO COTIDIANO

Você é Espiritualmente Inteligente?

No livro QS - Inteligência Espiritual, lançado no ano passado, a física e filósofa americana Dana Zohar aborda um tema tão novo quanto polêmico: a existência de um terceiro tipo de inteligência que aumenta os horizontes das pessoas torna-as mais criativas e se manifesta em sua necessidade de encontrar um significado para a vida.
Ela baseia seu trabalho sobre Quociente Espiritual (QS) em pesquisas só há pouco divulgadas de cientistas de várias partes do mundo que descobriram o que está sendo chamado "Ponto de Deus" no cérebro, uma área que seria responsável pelas experiências espirituais das pessoas.
O assunto é tão atual que foi abordado em recentes reportagens de capa pelas revistas americanas Neewsweek e Fortune.
Afirma Dana: "A inteligência espiritual coletiva é baixa na sociedade moderna. Vivemos em uma cultura espiritualmente estúpida, mas podemos agir para elevar nosso quociente espiritual".
Aos 57 anos, Dana vive na Inglaterra com o marido, o psiquiatra Ian Marshall, co-autor do livro, e com dois filhos adolescentes. Formada em física pela Universidade Harvard, com pós graduação no Massachusetts Institute of Tecnology (MIT), ela atualmente leciona na universidade inglesa de Oxford. É autora de outros oito livros, entre eles, O Ser Quântico e A Sociedade Quântica, já traduzidos para o português.
QS - Inteligência Espiritual já foi editado em 27 idiomas, incluindo o português (no Brasil, pela Record). Dana tem sido procurada por grandes companhias interessadas em desenvolver o quociente espiritual de seus funcionários e dar mais sentido ao seu trabalho.
Ela falou a EXAME em Porto Alegre durante o 300 Congresso Mundial de Treinamento e Desenvolvimento da International Federation of Training and Development Organization (IFTDO), organização fundada na Suíça, em 1971, que representa um milhão de especialistas em treinamento em todo o mundo.
Eis os principais trechos da entrevista:
O que é inteligência espiritual?
É uma terceira inteligência, que coloca nossos atos e experiências num contexto mais amplo de sentido e valor, tornando-os mais efetivos. Ter alto quociente espiritual (QS) implica ser capaz de usar o espiritual para ter uma vida mais rica e mais cheia de sentido, adequado senso de finalidade e direção pessoal.
O QS aumenta nossos horizontes e nos torna mais criativos. É uma inteligência que nos impulsiona. É com ela que abordamos e solucionamos problemas de sentido e valor.
O QS está ligado à necessidade humana de ter propósito na vida.
É ele que usamos para desenvolver valores éticos e crenças que vão nortear nossas ações.
De que modo essas pesquisas confirmam suas idéias sobre a terceira inteligência?
Os cientistas descobriram que temos um "Ponto de Deus" no cérebro, uma área nos lobos temporais que nos faz buscar um significado e valores para nossas vidas.
É uma área ligada à experiência espiritual. Tudo que influência a inteligência passa pelo cérebro e seus prolongamentos neurais.
Um tipo de organização neural permite ao homem realizar um pensamento racional, lógico. Dá a ele seu QI, ou inteligência intelectual. Outro tipo permite realizar o pensamento associativo, afetado por hábitos, reconhecedor de padrões, emotivo. É o responsável pelo QE, ou inteligência emocional.
Um terceiro tipo permite o pensamento criativo, capaz de insights, formulador e revogador de regras.
É o pensamento com que se formulam e se transformam os tipos anteriores de pensamento.
Esse tipo lhe dá o QS, ou inteligência espiritual.
Qual a diferença entre QE e QS?
É o poder transformador. A inteligência emocional me permite julgar em que situação eu me encontro e me comportar apropriadamente dentro dos limites da situação.
A inteligência espiritual me permite perguntar se quero estar nessa situação particular.
Implica trabalhar com os limites da situação. Daniel Goleman, o teórico do Quociente Emocional, fala das emoções. Inteligência espiritual fala da alma. O quociente espiritual tem a ver com o que algo significa para mim, e não apenas como as coisas afetam minha emoção e como eu reajo a isso.
A espiritualidade sempre esteve presente na história da humanidade.
No início do século 20, o QI era a medida definitiva da inteligência humana.
Só em meados da década de 90, a descoberta da inteligência emocional mostrou que não bastava o sujeito ser um gênio se não soubesse lidar com as emoções...
A ciência começa o novo milênio com descobertas que apontam para um terceiro quociente, o da inteligência espiritual.
Ela nos ajudaria a lidar com questões essenciais e pode ser a chave para uma nova era no mundo dos negócios.
Dana Zohar identificou dez qualidades comuns às pessoas espiritualmente inteligentes. Segundo ela, essas pessoas:
1. Praticam e estimulam o autoconhecimento profundo
2. São levadas por valores. São idealistas
3. Têm capacidade de encarar e utilizar a adversidade
4. São holísticas
5. Celebram a diversidade
6. Têm independência
7. Perguntam sempre "por quê?"
8. Têm capacidade de colocar as coisas num contexto mais amplo
9. Têm espontaneidade
10. Têm compaixão